Joguei ontem uma partida de Galactica com a expansão Pegasus. Seguem as minhas impressões sobre o jogo.
Éramos sete jogadores, o que quer dizer que havia dois cilônios não revelados e a líder cilônia (Andréa) para quatro humanos. Um jogador (Sílvio) não conhecia o jogo original nem a expansão (e nem a série de TV), três já conheciam o Galactica mas não a expansão (Rodrigo, Marcelo e Sérgio), e três já haviam participado da primeira partida com a expansão (eu, Andréa e Rafael).
As personagens escolhidas foram Caprica Six (Andréa), Cain (Rodrigo, almirante), Tyrol (Sérgio), Baltar (Rafael, presidente), Apollo (eu), Helo (Sílvio) e Dualla (Marcelo). Distribuídas as cartas de lealdade, saí como humano.
As primeiras crises não foram muito sérias, e logo a frota estava pronta para o primeiro salto; foi um salto de 2 unidades, mas nele perdemos um ponto de população. Caprica Six parecia estar disposta a ajudar os humanos.
Logo a seguir ao primeiro salto, Rafael comprou uma carta de crise que, quando resolvida, deu-lhe a possibilidade de examinar a carta de lealdade de um jogador. Ele decidiu examinar a carta de Rodrigo e acusou a almirante Cain de ser uma cilônia. Eu jogava logo a seguir e a minha carta de crise, após resolvida, deu-me também o poder de examinar uma carta de lealdade. Confirmei que a almirante era uma cilônia e eu e Rafael começamos a fazer lobby para que ela fosse presa e destituída. Sílvio, jogando logo depois, não quis prender Cain; o jogador seguinte, Marcelo, relutou bastante mas decidiu afinal pedir a prisão da almirante, e a resolução enviou-a para a Brig. Mas comecei a ficar de olho em Sílvio. Quando chegou a sua vez de jogar, Rodrigo revelou que Cain era de fato cilônia e mandou-a para a Ressurrection Ship.
Sob o comando de Helo, fizemos mais dois saltos e chegamos a Nova Caprica. A segunda distribuição de cartas de lealdade confirmou-me como humano, e as minhas suspeitas sobre o novo almirante continuaram a crescer. Quando chegamos a Nova Caprica, propus que Helo fosse executado e a proposta foi aprovada... revelando que ele era, de fato, o cilônio oculto. Assumi o cargo de almirante, mas logo fui enviado para a Detention.
Surpreendentemente, até aquele momento não havíamos perdido qualquer nave civil e todas estavam disponíveis para evacuação. Dualla começou a prepará-las, ajudada por uma sequência de Executive Orders, e só perdemos duas naves para as forças de ocupação. A Galactica e a Pegasus retornaram, as naves civis começaram a entrar em órbita... e nosso heróico presidente Baltar precisou se sacrificar pelo bem comum, para evitar um mal maior.
A situação estava bem tensa --- a Galactica tinha sido abordada, os raiders cilônios estavam prestes a atacar as naves civis evacuadas e os recursos estavam todos no vermelho (População estava em 5). Mas apenas três naves civis restavam em Nova Caprica. Quando chegou a sua vez, Sérgio jogou-me uma carta de Executive Orders e eu, da detenção, ordenei que a frota saltasse sem me esperar. Revelamos as naves não evacuadas --- e perdemos 4 pontos de população. Vitória dos humanos! E da líder cilônia, que queria a vitória humana, mas com um recurso em 2 ou menos.
Nós, humanos, demos muita sorte. Primeiro porque os dois cilônios, embora já o fossem desde o início do jogo, não tinham muita experiência --- Sílvio, em particular, realizou dois saltos de longa distância que em muito ajudaram os humanos, preterindo saltos mais curtos. Segundo, a líder cilônia saiu com uma carta de objetivos favoráveis (parcialmente...) aos humanos. Terceiro, o cilônio mais experiente (Rodrigo) foi logo revelado, antes que pudesse fazer um grande estrago. Finalmente, a frota foi pouco atacada; quase não saíram cartas de ataque cilônio.
A expansão Pegasus foi aprovada com louvor. A ambiguidade da atuação da líder cilônia e a fase de Nova Caprica deram uma boa animada no jogo. Mesmo os detalhes menores, como as novas cartas de perícias, funcionaram muito bem. Certamente darei preferência a jogar Galactica com a expansão no futuro.


